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Como é a formação do Psicólogo?

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Já teve a curiosidade de saber sobre a formação em psicologia? Às vezes fazemos terapia e ficamos admirados, curiosos ou mesmo desconfiados e intrigados sobre de onde vem o conhecimento daquela pessoa que nos está atendendo.


Contando aqui pra vocês por cima para o texto não ficar insuportavelmente longo mas pontos que são fundamentais, vou dizer de início que para a formação de um psicólogo no Brasil, é preciso realizar uma graduação de 5 anos. Nela, os alunos vão conhecer diversas abordagens e iniciar suas práticas supervisionados pelos seus mestres.


Essa graduação é presencial. Este é um curso que EXIGE presença não só da mente mas da pessoa inteira. É preciso vivenciar o curso, participar de diálogos e discussões. É um curso denso.


Durante a graduação, o aluno irá escolher a sua abordagem de atuação e ela é determinada por uma questão chave: <Como é o Ser Humano?> ou < Qual é a concepção de Ser Humano>? Cada abordagem/autor irá responder de uma maneira diferente. Já pensou em quantas respostas são possíveis? Dentro deste leque, o aluno elige a que lhe faz mais sentido para então aprender suas técnicas e poder atuar.


A graduação é uma base mas o processo de formação do psicólogo é igual a vida, só tem fim quando acaba. Depois de graduado, o psicólogo vai em busca de mais conhecimento para que possa atuar eticamente. Isto se dá de diversas maneiras: especializações (pós-graduações), grupos de estudo, grupos de leitura, supervisões e muita leitura para que sua prática não seja superficial/ preriférica mas séria, coerente e ética.


Falando em ética, dentro da abordagem fenomenológica, que é a com a qual me identifico, quando falamos da relação com a pessoa que está sendo atendida, há uma compreensão que é fundamental e que vai ser coerente com aquela pergunta que nós, psicólogos, fazemos no curso de graduação sobre a concepção do Ser Humano.


A partir desta compreensão, nós sempre estamos disponíveis para quem está ali em nossa clínica buscando nosso atendimento e queremos escutar e compreender essa pessoa. O que quero dizer com isso é que não temos uma tabela ou esquema geral em que vamos "ticando" enquadres. Quando estamos atendendo, partimos do pressuposto que não há ninguém no mundo igual aquela pessoa.


Em meio a tantos posts sobre diagnósticos acho importante dizer que não basta "bater"! algumas características para definir o ser humano que está na sua frente. Somos muito mais que isso, muito mais complexos. Concordam?


Paro esse texto por aqui pensando em escrever mais sobre "ah, mas essa lista bate certinho comigo" depois...Até a próxima conversa!



 
 

Psicóloga  Bruna de Melo Scardelato - CRP: 06/192175

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