A Maternidade e a Paternidade na Atualidade
- 25 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de jan. de 2024

Faz um tempo não muito distante, a forma de se criar um filho era algo aprendido e ensinado através de gerações. Isso ainda acontece e as coisas que não foram muito bem, as gerações seguintes vão tendo a possibilidade de mudar, experimentar outras formas de se relacionar com seus filhos e a forma como os filhos se relacionam com o mundo.
Nos tempos de hoje também o acesso às informações (e as informações em si) se multiplicou, e isso facilitou muito. Mas, de alguma maneira, complicou também.
Além do desencontro de informações (cada um fala uma coisa diferente e muitas vezes oposta) , os pais e cuidadores hoje em dia ficam muito preocupados com os critérios de comparação: como o seu filho vai aparecer pro mundo é muito importante. Em parte, porque reflete como é você como cuidador, mãe, pai.
E aí surge a culpa. Culpa por não ser perfeito e não ser capaz de que seu filho esteja nos padrões das redes sociais ou outras métricas. Nesse momento é bom lembrar que o que está nas redes é uma ilusão. As pessoas recortam o que querem mostrar. Não é o todo da relação. Outra coisa que é bom lembrar e parar pra refletir é qual o sentido de se criar um filho? A gente cria para mostrar para o mundo? Para fazer parte do mundo e contribuir para o funcionamento dele? Como é ter um filho pra você?
Crie expectativas para você e seus filhos, elas são uma referência importante (para seu filho inclusive pra decidir quando for adulto se irá seguir/cumprir ou não). Contudo, compreenda que é nas fragilidades, nas frustrações é que a gente encontra muitas vezes o amor. O amor está em ser surpreendido com uma realidade que a gente não idealizou. Tente desfrutar, quando possível, da viagem. O quanto possível porque não, nem tudo são flores. É importante refletir diante de tantas informações, qual faz mais sentido pra você. A beleza do mundo também está nas diferenças e nas possibilidades que temos de lidar com elas.


