Emoções e Sentimentos

Você já sentiu coisas como “suas pernas estremecerem” ou “frio na barriga”, ou “nó na garganta”, ou “seu corpo aquecer inteiro” ou ainda, sentiu seu corpo “radiante”?
Isso acontece porque é com o corpo que percebemos as emoções.
Como lidaremos com as emoções é o que depois chamaremos de sentimentos, ou seja, existem as emoções: tristeza, alegria, medo, raiva etc., e os sentimentos: tristeza, alegria, medo, raiva etc.
Edith Stein (filósofa), dizia que o mundo nos entra através dos sentidos (através de nossas sensações corporais) e nos convida a aprofundar a sua contemplação.
Ao receber esse convite de “aprofundar a contemplação” de uma emoção, estamos falando do processo dos sentimentos, ou seja, de uma compreensão psíquica e intelectual das emoções.
Nesse processo, vamos ter a forma como percebemos as emoções e isso depende, entre outras coisas, de nosso humor.
Faz parte dos sentimentos a nossa intencionalidade, quero dizer, podemos decidir como lidaremos com o que estamos sentindo.
Edith comenta que o valor que colocamos nestes sentimentos (bom ou ruim, bonito ou feio, útil ou nocivo etc.) é o que nos convida a analisar mais detidamente o que estamos sentindo, ou às vezes, deixá-lo de lado.
Por exemplo, você sentiu alegria e após uma análise de valor (que fazemos sem nos darmos conta na maior parte das vezes) você decidiu entregar-se a essa alegria ou, ao contrário, decidiu reprimi=lá por negar que cabe a si.
As pessoas são afetadas pelas emoções e seus valores de maneiras distintas (somos singulares). Algumas perceberão com maior intensidade e dedicarão mais tempo que outras para lidar com elas.
Já tinha parado para pensar em como os sentimentos são complexos? Faz parte de sua estrutura nossa decisão sobre o que queremos fazer com as emoções. Se por exemplo, refletiremos sobre ela ou ainda se iremos aceitá-la ou reprimi-la.
Os sentimentos são nossa porta para o mundo.


